Entrevista

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Re: Entrevista

Mensagem por Poleto em Qui 5 Nov 2009 - 17:04

Henry, dá pra criar uma nova categoria, aqui dentro mesmo do Geral, para criarmos os tópicos de entrevistas? Acho que fica mais fácil para organizar...

Henry Evaristo escreveu:Bom, amigos, eu, de minha parte, como já falei, estou à disposição (na medida do meu possível) para responder quantas perguntas os amigos me quiserem formular quando for minha vez de ser entrevistado; seja o primeiro ou o ultimo. Quando passar essa fase burocrática do tópico, e as perguntas de fato se iniciarem, é só ficar atento às respostas que elas aparecerão em seguida. Até mais!

Lembrando que é interessante que os tópicos de entrevistas tenham APENAS perguntas e respostas, nada de posts com comentários sobre as respostas... do contrário, vai tumultuar...
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Re: Entrevista

Mensagem por Pacheco em Sex 6 Nov 2009 - 7:55

Limitar as perguntas não é muito legal, mas se ficar aberto, acho que não conseguiremos fechar a entrevista. Além do mais, uns terão duas páginas de entrevista enquanto outros, meia. Acho que dessa forma todos serão iguais. Mas é claro que se uma pergunta der origem à outra, perguntem. As regras servem mais para coordenar do que para limitar. Imaginem se não houver essa regra, serão trinta e duas perguntas. Havendo, serão vinte. Não se preocupem com o número, apenas tentem fazer com que a entrevista não se prolongue muito, para que também não se torne muito enfadonha para o leitor. Lembrem-se: Ainda não somos nenhum Stephen King. (rsrs) Ainda... Por exemplo: O Afonso entrevistou o Frodo Oliveira da Multifoco lá no CF. Foram catorze perguntas muito bem formuladas, fáceis e rápidas de ler. Foi uma boa entrevista. O mesmo Frodo também foi entrevistado por Ademir Pascale. Foram oito perguntas, inclusive aquelas rapidinhas " Um livro... um filme... um desejo...". Outra coisa que me preocupa é a ordem das entrevistas. Alguém sabe, sem necessidade de pesquisa, a ordem de inscrição no fórum? Além disso precisamos chegar rapidamente a um consenso, caso contrário a primeira pergunta da entrevista será:
Henry, o que você acha da escalação de Dunga para o próximo jogo? Acha que o Brasil pode levar essa para casa?
O tópico das perguntas será assim: Alguém o abre e dá início as perguntas. O entrevistado abre e responde. Outro membro vem e pergunta (responde, tecnicamente falando de fórum). O entrevistado responde a pergunta. Depois de formuladas e respondidas serão colocadas na primeira página do fórum, sob o título " As treze perguntas da Câmara dos Tormentos", será aberto um tópico com elas formatadas Ex: "Entrevista com Henry Evaristo" e pronto. O que acham?
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Re: Entrevista

Mensagem por Afonso em Sex 6 Nov 2009 - 8:19

Senhores, pelo que ficou estabelecido e sugerido nos posts anteriores, o Henry será o nosso primeiro entrevistado, o que eu acho muito justo, uma vez que este espaço nos foi concedido pelo próprio. Em relação as perguntas, indepedente de ser 13 ou mais, porque sempre temos dificuldade de fechar questão sobre algum tópico, gostaria já de iniciar o rol de questionamentos da sabatina por cima do nosso eminente escritor, que sempre solícito nunca negou fogo sobre este tipo de abordagem. Posso dizer, com satisfação, que foi ele quem estreou a seção ENTREVISTAS do meu site-blog Contos Fantásticso de prontidão, sem fazer biquinho ou restrições, ainda no tempo em que o CF não tinha o acesso que tem hoje. Pretendo ainda reavivar aquela entrevista numa chamada na primeira folha porque lá há um registro interessante não só sobre o próprio, mas a literatura fantástica de modo geral.

Bem, enquanto as melancias ainda estão se ajeitando na carroça, para dar o ponta pé inicial, a pergunta que irei fazer em seguida talvez não se adeque a visão que o Seguidor imagina para o entrevistado porque além de saber sobre o âmbito literário que move os entrevistado, gosto de saber, também o que ele pensa sobre o que o cerca.

Como a pergunta será feita, por enquanto neste tópico, eu a farei em outra cor e o Henry, também, se possível, pode responder na mesma cor da pergunta ou de sua escolha, mas diferente do cinza geral para que pergunta e resposta possam ser identificadas mais facilmente para posterior transporte no seu tópico definitivo e fechado.

E concordo com o Pacheco. Podemos usar o bom senso e estabelecermos o números de perguntas quando acharmosr o número suficiente em ralação a todos que forem entrevistados. Por isso, esta primeira entrevista será uma experiência para "polir" a atividade.

De qualquer forma, segue a primeira pergunta, já que ainda não houve inscrição, a título de quebrar o gelo. A pergunta, quando for transferida para o tópico definitivo pode ser situada numa ordem estabelecida por temas.



Última edição por Afonso em Sex 6 Nov 2009 - 8:23, editado 1 vez(es)
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Re: Entrevista

Mensagem por Afonso em Sex 6 Nov 2009 - 8:21

01 - Henry, sabedor de que você é um homem de visão no contexto fantástico, gostaria de lhe perguntar especificamente dentro deste tema: O que mais te irrita e o que mais lhe dá prazer ou satisfação nesta relação literária no mundo virtual?
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Re: Entrevista

Mensagem por Pacheco em Sex 6 Nov 2009 - 9:25

Então acho que podemos manter esse tópico para abordagens técnicas sobre a entrevista. Afonso, se você quiser, acho que já pode transportar a pergunta para outro tópico e mandar bala. Qualquer dúvida, esclareceremos aqui e não no novo tópico, destinado única e exclusivamente para as perguntas e respostas.

Escrevamos!
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Re: Entrevista

Mensagem por Henry Evaristo em Sex 6 Nov 2009 - 12:04

Afonso escreveu:
01 - Henry, sabedor de que você é um homem de visão no contexto fantástico, gostaria de lhe perguntar especificamente dentro deste tema: O que mais te irrita e o que mais lhe dá prazer ou satisfação nesta relação literária no mundo virtual?


Nossa! Um período de reflexão às dez da manhã! Rrrrssr!. Muitas coisas me irritam e me dão prazer no universo virtual da literatura fantástica. Mas acho que poderia afirmar que uma coisa realmente muito irritante é a postura de alguns (muitos) escritores de litfan espalhados por aí que se portam como se fossem alguma coisa entre Stephen King e algum tipo de intelectual ideal que habita somente as mentes deles. Acho que posso trocar isso em miúdos e afirmar que me irrita profundamente o pedantismo de vários escritores e donos de blogs de literatura fantástica que existem hoje na net; todos querendo saber tudo, dominar tudo, ser melhor do que todos. A postura de alguns blogs que atuam com essa postura também me irrita muito. Tenho visto endereços aí cheios de frescuras, cheios de nove horas, cheios de burocracias, pedindo até o atestado de óbito da avó do escritor para poder publicar seu texto e quando vou ler os trabalhos já publicados descubro que a maioria esmagadora é de homéricas porcarias! Isso me irrita muito!

O que me dá prazer? Também tem muitas coisas que me dão prazer na literatura fantástica virtual. Me dá prazer ver como a movimentação em torno da gênero tem se expandido. Ver como os blogs relacionados estão com cada vez mais visitas e como os escritores nacionais estão se mobilizando, criando eventos, concursos, promovendo encontros no mundo real...isso é muito prazeroso. Ver que o publico para estes escritores, brasileiros, está aumentando é muito bom.

Me dá prazer a receptividade ao meu trabalho; receptividade que para mim só é possível na internet sem a qual eu jamais teria nenhum tipo de reconhecimento. As amizades que fiz são muito boas, valorosas. Se não fosse a internet eu jamais teria a oportunidade de me relacionar com pessoas tão incríveis.

Outro grande prazer neste ambiente é meu blog. Ver como ele cresceu e se tornou um dos endereços dedicados à litfan mais visitados da internet brasileira. Isso me dá um prazer enorme. Sei que existem blogs por aí com oitocentas mil visitas, mas...eles não são de litfan! São de mulher pelada! rsrsrsrsrs!
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Re: Entrevista

Mensagem por seguidorlovecraft em Sex 6 Nov 2009 - 14:01

Sim, dessa forma está ótimo!
E o amigo Henry sendo o primeiro a responder, melhor ainda.

E essa resposta foi muito oportuna! E engraçada, vide o final dela heh.
Parabéns, Henry. Ótima resposta!

Abraços
LNN
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Re: Entrevista

Mensagem por Afonso em Sab 7 Nov 2009 - 22:49

Ué, não houve mais perguntas? Estou curioso para saber como vai progredir esta atividade! Pacheco, apenas como sugestão, ainda podemos continuar a fazer as perguntas por aqui porque temos até a perspectiva de lançar comentários sobre a resposta do entrevistado. Acho Interessante! As perguntas e respostas feitas em cores diferentes e os comentários, sugestões, adendos, reclamações técnicas, todas feitas em cinza geral. Quando for determinado o fim da mesma, eu posso até copiar e colar todas as perguntas e respostas no tópico definitivo para a apreciação dos leitores curiosos que acessam o Forum. Acho até, também como sugestão, que alguém escreva uma apresentação do entrevistado como introdução da própria entrevista.
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Re: Entrevista

Mensagem por Flávio de Souza em Dom 8 Nov 2009 - 23:09

Henry, decorrido algum tempo desde o lançamento do seu livro solo, gostaria de saber a sua opinião a respeito do resultado obtido até agora.
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Re: Entrevista

Mensagem por Henry Evaristo em Seg 9 Nov 2009 - 0:17

Flávio de Souza escreveu:Henry, decorrido algum tempo desde o lançamento do seu livro solo, gostaria de saber a sua opinião a respeito do resultado obtido até agora.

[Flávio,]o resultado é o esperado levando em consideração os preços praticados pela editora que lançou a obra. Comercialmente falando, não há resultados ainda. Apenas três exemplares foram vendidos. Isso não me surpreende, e nem me desestimula, pois sempre soube que seria assim desde o momento em que não disponho de um aparato massivo de divulgação e sou um escritor desconhecido do grande publico; quem irá pagar um preço alto pelo trabalho de um escritor do qual nunca ouviu falar num volume que não se tem como saber a qualidade até que ele esteja em mãos? Somente os amigos mais próximos e, no meu caso, nem isso, srsrrssrr.

Há, no entanto, um outro aspecto: muito me satisfaz saber que agora eu tenho um livro de verdade, em papel, e disponível para quem eventualmente o quiser adquirir. Isso me permite ter uma outra apresentação para mim mesmo como escritor; dá um mundo diferente ao meu falar como escritor, me assegura o direito de dizer que não sou mais um escritor não publicado. Não importa se vendeu, se não vendeu, ou se venderá. Importa é que ele existe. De qualquer forma, mesmo que estivesse sendo vendido mais do que sorvete no deserto, eu não teria vantagem financeira nenhuma pois, em ordem de poder baixar o preço, abri mão de minha comissão de direitos autorais.

Creio que posso afirmar que até o momento o resultado para mim é positivo em termos de realização pessoal. Obviamente se de repente começasse a vender horrores, isso seria fantástico pois me permitiria até a ousadia de começar a pensar num segundo livro, srsrsr.
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Re: Entrevista

Mensagem por Lino França Jr. em Seg 9 Nov 2009 - 9:27

3-Henry, em sua opinião, qual o motivo pelo qual a Litfan nacional não decola de vez, visto que obras de autores estrangeiros vendem bem no Brasil, além de outros veículos do gênero fantástico/terror, como o cinema, ter boa aceitação pelos brasileiros?
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Re: Entrevista

Mensagem por Pacheco em Seg 9 Nov 2009 - 11:19

Então deve ser mantido do jeito que está. E como o Afonso falou, seria bom que alguém fizesse uma apresentação do entrevistado, uma espécie de mini biografia (que as editoras pedem na ocasião da publicação do livro, para por na orelha da capa). Ótima idéia Afonso!
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Re: Entrevista

Mensagem por Henry Evaristo em Seg 9 Nov 2009 - 13:01

Lino França Jr. escreveu:3-Henry, em sua opinião, qual o motivo pelo qual a Litfan nacional não decola de vez, visto que obras de autores estrangeiros vendem bem no Brasil, além de outros veículos do gênero fantástico/terror, como o cinema, ter boa aceitação pelos brasileiros?

Essa é a pergunta que não quer calar.

Quando falamos em literatura fantástica estamos nos referindo a um gênero e não a um estilo, e este gênero é imenso. O que é literatura fantástica? Grosso modo, é a literatura que, obviamente, lida e descreve o fantástico em nossas vidas. Por esta ótica, desde livros sagrados como o Zend-Avesta e a Bíblia, passando por Drácula e Chapeuzinho vermelho, tudo é fantástico. Temos que tentar entender, o melhor possível e usando as conjecturas típicas dos historiadores sem respostas (rsrrsssr), o que se pensa sobre lit fan no Brasil.

Creio que em nosso país a lit fan tenha sido associada a algo como um "estilo" híbrido de literatura e por isso acabou perdendo ou se desviando de seu universo comercial. Como assim? Ora, quando falamos literatura fantástica, o imaginário popular brasileiro evoca imagens de fadas, castelos, bruxas, unicórnios, lagos mágicos, bosques encantados. E o que é isso? É um tipo de literatura que está mais ligada ao universo infantil ou juvenil. Ocorre que a fantasia é somente mais um dos estilos que compõem a lit fan; e esse estilo aparentemente povoa o senso comum como se ele mesmo representasse a lit fan como um todo. Ocorre que a fantasia é um estilo praticamente todo direcionado para o público infantil e dificilmente você verá um adulto se dedicando á sua leitura. Com isso o mercado potencial para a lit fan já sofre uma queda substancial; pela ignorância popular sobre o gênero. Frequentemente ouço, em circulos de leitores adultos e supostamente intelectuais, coisas como " Ah, esse negócio de Lovecraft, Hans Christian Andersen, Tolkien, Bram Stocker, irmãos Grimm, é coisa pra criança. Não perco meu tempo! Eu gosto mesmo é de Saramago!" Então, com certeza há essa confusão mental na maioria dos leitores nacionais. Claro que uma parcela mínima de leitores mais esclarecidos poderá encontrar em Saramago elementos de lit fan mas dizem que o próprio escritor tem pavor de ser identificado dentro deste genero pois considera que a lit fan é uma literatura meramente de entretenimento, e ele, sendo um escritor sério jamais poderia aproximar-se deste nicho.

Saramago nos coloca este outro viés da questão: A lit fan como literatura de diversão. Sempre foi assim, desde o começo, desde Horace Walpole. É um gênero que tem seu apogeu, digamos assim, num século em que as pretensas luzes do conhecimento científico estavam ofuscando toda e qualquer emoção; e ora, lit fan é 90% emoção e 10 % de calos nos dedos, srsrsrrs. Esse banimento dos meios intelectuais é a raiz do problema da lit fan em nossos dias. É a origem dos preconceitos que se acirra em países extremamente pobres e religiosos como o Brasil onde desde sempre o povo foi acostumado a considerar que a literatura precisa necessariamente ter alguma função política ou social ou, ainda pior, de doutrinamento para alguma coisa.

Mas tem ainda outro detalhe importante e este é mesmo bem peculiar destes nossos dias vorazes: estamos presenciando uma atividade sem igual nos meios "litfânticos". Nunca se viu uma mobilização entre os escritores de lit fant como esta que a internet tem nos proporcionado. Sites, blogs, concursos, antologias; toda semana recebo convites para pelo menos uma nova antologia relacionada ao gênero. Porem! A qualidade dos textos apresentados é ainda muito diferente daquela que poderia servir para valorizar o gênero; aliás, muitas coletâneas por aí prestam muito mais um deserviço à causa do que qualquer outra coisa. E esses textos e escritores ruins, acabam corroborando aquilo que os intelectuais de plantão defendem: que a lit fan, afinal, é mesmo uma literatura menor, cujos próprios escritores não se levam a sério e escrevem contos como se escrevessem listas de supermercado.

Não vou mensionar aqui a arrogância e o pedantismo na postura de alguns escritores de lit fan pois já falei disso na primeira pergunta, mas creio que esse também é um fator que pode estar atrapalhando esta decolagem definitiva do gênero em nosso país. Quando vc é arrogante, prepotente, você não evolui, não aprende mais nada, para por alí mesmo. Nosso querido nobre super barão Von Sorian, há coisa de dois anos, creio, teve que ouvir poucas e boas de um escritor que exigia que seus textos horrorosos fossem publicados pelos CONTOS GROTESCOS, que é o mais importante site de lit fan em língua portuguesa. O sujeito não admitia não ser publicado e não possuía discernimento para entender que o que ele apresentava era muito ruim. Estava tomado pela soberba, pela arrogância, e jamais chegará em lugar algum. Como ele, existem centenas, milhares por aí, fazendo a cabeça da opinião pública contra a lit fan; literalmente, queimando nosso filme.


Última edição por Henry Evaristo em Seg 9 Nov 2009 - 13:38, editado 2 vez(es)
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Re: Entrevista

Mensagem por Pacheco em Seg 9 Nov 2009 - 13:22

4 - Quando surgiu sua paixão pela literatura, em especial, a do universo fantástico?
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Re: Entrevista

Mensagem por Poleto em Seg 9 Nov 2009 - 14:02

Pessoal, sugiro criarmos uma categoria no forum só para postarmos os tópicos com as entrevistas.
Inclusive, acho que seria interresante mandar as perguntas/respostas neste tópico para um tópico específico, de forma a não termos a coisa embolada aqui.

Que acham?
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Re: Entrevista

Mensagem por Henry Evaristo em Seg 9 Nov 2009 - 14:06

Poleto escreveu:Pessoal, sugiro criarmos uma categoria no forum só para postarmos os tópicos com as entrevistas.
Inclusive, acho que seria interresante mandar as perguntas/respostas neste tópico para um tópico específico, de forma a não termos a coisa embolada aqui.

Que acham?

Poleto, isso será feito, pelo que entendi, ao final da entrevista. Quando não houverem mais perguntas, e isso caberá ao bom senso de todos observar esse momento, a entrevista na integra, sem os coments, será transferida para um lugar específico. Enquanto isso, ela está sendo postada aqui justamente para que as pessoas possam comentar mesmo.
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Re: Entrevista

Mensagem por Poleto em Seg 9 Nov 2009 - 14:10

Ok.
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Re: Entrevista

Mensagem por Henry Evaristo em Seg 9 Nov 2009 - 14:14

Pacheco escreveu:4 - Quando surgiu sua paixão pela literatura, em especial, a do universo fantástico?

A literatura fantástica já foi meu inicio, meu meio, e será certamente meu fim. Nunca houve nenhum outro tipo de literatura para mim se não por intermédio da própria lit fan. O primeiro livro que li na vida foi Dracula mais ou menos em 1985, acho. Claro que houveram elementos que me levaram a querer ler Dracula; o cinema fantástico, as entrevistas em quadrinhos de terror, tudo dos anos 80. Na verdade adquiri o romance Dracula por engano. Vi um anuncio em uma revista do Círculo do Livro e, achando que se tratava de uma edição de luxo de Dracula em quadrinhos, perturbei minha mãe até que ela o comprasse para mim. Pra minha surpresa, quando o retirei da embalagem dos correios, descobri que não se tratava de um gibizão do Drácula e sim de um livro só com...letras!
Bem, já estava com o livro nas mãos...resolvi ler. E assim nunca mais me afastei da lit fan.
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Re: Entrevista

Mensagem por Afonso em Ter 10 Nov 2009 - 7:55

O Henry, como sempre, trazendo pontos de vistas interessante sobre a literatura fantástica. Concordo, sim, com o que o nobre acreano disse sobre o fantástico não decolar no Brasil. Tá muito certo. Fora a questão de vivermos num pais onde culturalmente o povo não lê, apesar de que já foi pior, há realmente esta confusão de achar que a fantasia, como gênero literário, está mais pra chapeuzinho vermelho ou literatura infanto-juvenil. E agora, com os vampiros de Crepúsculo, com essa roupagem nova para a deglutição dos adolescentes descabeçados, ainda incetivados pelo Fantástico da Rede Globo, que fez até concurso de imitação de cenas do filme, não sei não se daqui algum tempo o terror também não será travestido de produto de massa para o público infantil, caindo o Terror nesta confusão reinante no imaginário popular.
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Re: Entrevista

Mensagem por Victor em Sex 20 Nov 2009 - 11:17

5 - Henry, gostaria de saber quem são, na sua opinião, os 10 mais da Litfan mundial, e se existe algum autor equivocadamente supervalorizado. Se há, por quê você acha que isto acontece?
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Re: Entrevista

Mensagem por Henry Evaristo em Sex 20 Nov 2009 - 12:52

victor meloni escreveu:5 - Henry, gostaria de saber quem são, na sua opinião, os 10 mais da Litfan mundial, e se existe algum autor equivocadamente supervalorizado. Se há, por quê você acha que isto acontece?


Uau! Que pergunta dificil! Vou ser bem direto nesta pergunta. Vamos lá!

Os dez mais da litfan mundial:

H.P. LOVECRAFT
ARTHUR MACHEN
EDGAR ALAN POE
AMBROSE BIERCE
GUY DE MAUPASSANT
CLARK ASHTON SMITH
E.T.A HOFFMAN
CLIVE BARKER
SHIRLEY JACKSON (que entrou pra historia com A Assombração da Casa da Colina)
ALGERNON BLACKWOOD (principalmente pelo elemento naturalista que domina sua obra e que é uma grande influencia pra mim, seus vales, montanhas e florestas...)

Bem, existem com certeza muitos autores supervalorizados por aí. Não vou falar da Anne Rice de novo se não vai ficar parecendo que eu não gosto dela, srrsrsrsrssr.... Então, acho que um escritor que é supervalorizado atualmente é mesmo o Stephen King. Uaaaaa! e o céu desaba! Bem, mas é isso. O cara conseguiu escrever uns 4 ou 5 livros realmente bons e nada mais, ora! E a mídia norte-americana fez o resto pra ele. King é um escritor de terror que escreveu alguns livros bons e nada mais. Não deveria ser chamado de o mestre do terror moderno, de jeito nenhum. O chamam assim por que ele é o escritor de terror que mais vendeu, isso sim é fato. É o grande mestre de fazer dinheiro com livros ruins, enormes e enfadonhos.

Tenho que admitir que seu livro O CEMITÉRIO é um dos meus preferidos, um livro realmente tétrico; mas em nenhum outro momento de sua literatura, King conseguiu alcançar o mesmo nivel de força deste livro. Então, me parece que O CEMITÉRIO foi mais um golpe de sorte do que propriamente maestria.
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Re: Entrevista

Mensagem por seguidorlovecraft em Qui 26 Nov 2009 - 16:02

Esse "O Cemitério" eu ainda não li. Mas parece mesmo que é uma obra-prima! Tem o "O Iluminado", que, segundo eu li das palavras de Stephen King, foi como uma espécie de "contagem regressiva" até a mulher na banheira; eu li uma vez esse romance e achei muito bom (tenho de relê-lo). Coloco nesse grupo "Saco de Ossos", que achei muito bom, tanto é que um capítulo do meu primeiro romance, o "Sombrio Desígnio" (acho que não haverá publicação dele), é 'baseado' na história de "Bag of Bones".
Entretanto, King tem os chamados "Ghost Writers", e então surge uma dúvida: quantos desses livros foram escritos por ele? Eu acho que o último escrito foi o "Dumma Key", que, segundo eu li, demorou 20 anos para ser finalizado - ou seja, se não é jogada de marketing, é um dos poucos livros que King realmente escreveu!

Bela resposta, Henry!
Então aqui vai a minha (muito fácil de ser respondida, mas creio que importante) contribuição:

6 - Eu percebo que há pouco espaço para autores nacionais que se dedicam às letras (admitindo que são poucos os autores que conseguem destaque nacional!) e não são reconhecidos como os "medalhões" da literatura que ocupam cadeiras na Academia Brasileira de Letras (exemplos de acadêmicos: Moacyr Scliar, Carlos Heitor Cony, assim por diante); e que não têm espaço nas editoras nem espaço nas prateleiras. Qual é a tua opinião sobre isso? Só por que o escritor está ocupando uma cadeira da ABL deve ter maior destaque na literatura nacional? Merece maior respeito?
Aproveito para fazer dois subitens:
6.1) O que você acha que pode mudar esse panorama? A internet trouxe até o escritor um espaço para expôr suas obras, mas ainda assim manteve a distância.
6.2) Agora eu entro em outra camada da discussão: na tua opinião, existe diferença entre escritores (a maioria como nós) do sul, do norte, do nordeste? Uma espécie de 'preconceito' à obra (Não no quesito qualidade, mas no quesito aceitação)?



Eu espero que essa minha pergunta não soe tão ridículo. Só que é uma verdade: não vemos autores como nós na televisão, mas autores da ABL destacados. Isso é manter aparência! Na maioria delas, por detrás esconde-se criaturas vís.

Amigo Henry, não se preocupe em responder elaboradamente, acho que uma resposta direta serve, e não ocupa muito do teu tempo.

Abraços
Leonardo Nunes Nunes
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Re: Entrevista

Mensagem por Henry Evaristo em Qui 26 Nov 2009 - 20:14

seguidorlovecraft escreveu:Esse "O Cemitério" eu ainda não li. Mas parece mesmo que é uma obra-prima! Tem o "O Iluminado", que, segundo eu li das palavras de Stephen King, foi como uma espécie de "contagem regressiva" até a mulher na banheira; eu li uma vez esse romance e achei muito bom (tenho de relê-lo). Coloco nesse grupo "Saco de Ossos", que achei muito bom, tanto é que um capítulo do meu primeiro romance, o "Sombrio Desígnio" (acho que não haverá publicação dele), é 'baseado' na história de "Bag of Bones".
Entretanto, King tem os chamados "Ghost Writers", e então surge uma dúvida: quantos desses livros foram escritos por ele? Eu acho que o último escrito foi o "Dumma Key", que, segundo eu li, demorou 20 anos para ser finalizado - ou seja, se não é jogada de marketing, é um dos poucos livros que King realmente escreveu!

Bela resposta, Henry!
Então aqui vai a minha (muito fácil de ser respondida, mas creio que importante) contribuição:

6 - Eu percebo que há pouco espaço para autores nacionais que se dedicam às letras (admitindo que são poucos os autores que conseguem destaque nacional!) e não são reconhecidos como os "medalhões" da literatura que ocupam cadeiras na Academia Brasileira de Letras (exemplos de acadêmicos: Moacyr Scliar, Carlos Heitor Cony, assim por diante); e que não têm espaço nas editoras nem espaço nas prateleiras. Qual é a tua opinião sobre isso? Só por que o escritor está ocupando uma cadeira da ABL deve ter maior destaque na literatura nacional? Merece maior respeito?
Aproveito para fazer dois subitens:
6.1) O que você acha que pode mudar esse panorama? A internet trouxe até o escritor um espaço para expôr suas obras, mas ainda assim manteve a distância.
6.2) Agora eu entro em outra camada da discussão: na tua opinião, existe diferença entre escritores (a maioria como nós) do sul, do norte, do nordeste? Uma espécie de 'preconceito' à obra (Não no quesito qualidade, mas no quesito aceitação)?



Eu espero que essa minha pergunta não soe tão ridículo. Só que é uma verdade: não vemos autores como nós na televisão, mas autores da ABL destacados. Isso é manter aparência! Na maioria delas, por detrás esconde-se criaturas vís.

Amigo Henry, não se preocupe em responder elaboradamente, acho que uma resposta direta serve, e não ocupa muito do teu tempo.

Abraços
Leonardo Nunes Nunes

Cá pra mim, a Academia Brasileira de Letras é um clube de amigos, fechado, e que só se encarrega de celebrar, louvar, entronizar, os nomes daqueles autores que já estão aí há tanto tempo que não se pode deixar de convidá-los para entrar para o grupo. Também é um clube de autores "mainstream", que já publicaram trocentos livros, já venderam trocentas cópias e apareceram toda semana na Hebe Camargo. É um clube da luluzinha para habitantes de museus. Claro que a academia também é um mecanismo da boa e velha elitizaçao da literatura no Brasil que sempre tenta de alguma maneira concentrar tudo nas mãos de grupos isolados e herméticos; ora, quem é da academia é que é escritor de verdade, quem não é, é só curioso...l

Nós, da literatura fantástica séria, sempre seremos Literatura alternativa, sempre seremos "leitura para um publico específico". Ainda bem! Se não, se um dia a litfan virar literatura mainstream, correremos o risco de ver Brunas surfistinhas lançando romances de vampiros prostitutos feitos de algodão-doce, vendendo dez milhões de livros e entrando para a Academia por isso a exemplo de nosso querido Paul Rabbit.

Em tempo, nunca li nenhum livro do Moacyr Scliar, nem do Carlos Heitor Cony e nem da Bruna surfistinha. Pra falar a verdade, eu só suportei ler um único livro de literatura brasileira em toda a minha vida: Feliz Ano Velho, do Marcelo Rubens Paiva. Ah, li o livro do barão também, mas ele não é um escritor de literatura brasileira, é universal!

Agora para as lojas de livros, se vc for um membro da ABL é por que vc é muito bom e isso significa que seu livro vai vender mais que sorvete no deserto; automaticamente, sua obra vai para a vitrine da frente da loja iluminada por spotligths e se possível com algumas modelos semi-nuas fazendo pose o dia inteiro do lado dele, mesmo se o assunto tratado forem os métodos utilizados no vaticano para a eleição do papa.

Não tem jeito, não tem nem o que questionar: É da academia, então vc está num olimpo de escritores nacionais e as lojas (e a mídia!) o tratam como um deus das letras e principalmente das vendas. Claro que as livrarias não fazem essa promoção toda somente por escritores que são da ABL, existem outros fatores determinantes no processo de priorização de um livro de um determinado autor dentro das livrarias.

6.1) O que você acha que pode mudar esse panorama?

Nada pode mudar esse panorama, isso vai ser assim para sempre. A internet trouxe sim uma maior possibilidade para autores iniciantes mostrarem seus trabalhos, ficarem conhecidos, mostrarem o que sabem fazer. Fantástico! incrível! Mas a mesma internet originou uma nova geração de consumidores de obras artísticas: Aqueles que acham uma idiotice pagar para ter acesso a um disco, filme ou livro srrssr. A maioria dos internautas que leem contos, baixam e-books, baixam musicas e filmes da internet o fazem por que é de graça. Se vc cobrar R$ 1,00 que seja pelo download, vc correrá o risco real e imediato de ver sua obra mofar nas prateleiras virtuais do seu site ou blog.

De forma geral, hoje em dia, comprar mesmo, tirar a grana da carteira pra dar num livro, só mesmo nas livrarias onde estão quem? Quem? Os membros da ABL, hauhuahuhua! Então, o melhor que um escritor tem a fazer ainda é dar um jeitinho de ser convidado, rssrsrsr.


6.2) Agora eu entro em outra camada da discussão: na tua opinião, existe diferença entre escritores (a maioria como nós) do sul, do norte, do nordeste? Uma espécie de 'preconceito' à obra (Não no quesito qualidade, mas no quesito aceitação)?


Sim, com certeza há diferenças entre escritores das diversas regiões do país mas não por questões de preconceito. O motivo é mais simples: a localização. Eu sempre costumo dizer que se o André Vianco, por exemplo, no inicio de sua carreira tivesse escrito seu primeiro livro, bancado a primeira edição do mesmo, e ido peregrinar nas livrarias lá de Quixeramobim ele ainda estaria por lá hoje, pensando seriamente em comer as páginas de seus livros para não morrer de fome. Se o Paulo Coelho morasse aqui no Acre, por exemplo, o máximo que ele teria conseguido na vida era ser o macumbeiro da esquina. Se o John Lennon tivesse nascido em Sobral, Yesterday hoje seria um hit do baião pé de serra conhecido somente entre Itapipoca e Ubajara, huahuhauhuhuha!

Os casos de artistas, seja da literatura, da musica, do cinema, de fora do eixo Rio-São Paulo, que conseguem se projetar no cenário nacional e ficar famosos (e ganhar dinheiro) são extremas excessões, casos raros mostrados até pelo Fantástico! Tudo gira em torno do Rio e São Paulo. O sul tem uma vida artística privilegiada mas também encontra muitas barreiras na hora de projetar seus artistas nacionalmente. Felizmente a concentrada valorização da atividade cultural local nos estados do sul permite que os artistas possam tocar suas artes por lá mesmo, viver delas, mesmo sem serem conhecidos nacionalmente, pelo menos nas capitais dos estados.

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É uma pena constatar que apenas dois estados brasileiros sejam capazes de projetar artistas nacionalmente. Isso só pode indicar que a cultura no Brasil é mesmo negligenciada pela mídia, pela indústria e pela população também. Por que mesmo estando em SP ou RJ o sujeito tem que matar dez leões por dia para conseguir fazer sua obra chegar ao conhecimento da grande mídia e de lá para o público.

Não deveria ser tão dificil aparecer na tv, nas radios, nas revistas, mostrando sua obra, sua criação. Aliás, os canais de mídia nacionais abertos e a cabo, deveria ser obrigados por lei a ceder espaço para artistas promoverem seus trabalhos.
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Re: Entrevista

Mensagem por Pacheco em Sex 27 Nov 2009 - 7:12

Ótimas respostas Henry. E o Feliz Ano Velho é ótimo.
Recomendo!

Escrevamos!
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Re: Entrevista

Mensagem por seguidorlovecraft em Sex 27 Nov 2009 - 20:12

Gostei muito da tua resposta, Henry. Espero que tenha sido fácil responder.
Eu acho ainda que algumas editoras pagam e muito bem certas livrarias (Cultura, Saraiva) para expôr esses livros da forma de como o amigo acertadamente citou (uma espécie de "jabá"). E me sinto muito mal com isso. É como se o brasileiro (principalmente aquele fora do eixo) fosse 'feito' única e exclusivamente para pagar altas taxas de impostos, sem nenhum direito a mais, sem espaço, sem... sei lá.

Abraços
LNN
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Re: Entrevista

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