POÉTICA DAS SOMBRAS

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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Tânia Souza em Qui 16 Jul 2009 - 0:22



MORTO DE MEDO

Por Rogério Silvério de Farias

Eu me lembro...
Eu era menino e as noites eram negras...
As sombras eram muitas,
Tentáculos do medo
A querer agarrar-me,
Levar-me além do sono,
Nos mundos dos pesadelos...

Eu me lembro...
O frio, a noite era escura
E o silêncio uma blasfêmia.

Eu me lembro...
O medo era um polvo
Nas profundezas dos mares do meu horror!
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Tânia Souza

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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por seguidorlovecraft em Qui 16 Jul 2009 - 0:26

Também é muito bom.
Bem, não tenho o que falar da capacidade dos amigos em escrever tão... "rapidamente"... profundamente... histórias, mesmo que motivadas por uma figura, pois vejo que todos são 'perfeitos'! Pérolas, eu diria.

LNN


Última edição por seguidorlovecraft em Qui 16 Jul 2009 - 0:28, editado 1 vez(es)
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Celly Borges em Qui 16 Jul 2009 - 0:26

Nossa, gostei muito do poema do Roger!
Parabéns, Roger, seja de onde vc estiver lendo isso Razz

hihih
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Tânia Souza em Qui 16 Jul 2009 - 0:46

Poxa, Leo, muito obrigada mesmo, mas sabe que as vezes passo dias sem conseguir escrever um verso, um versinho apenas, rss...

Mas a imagem é interessante, ainda mais quando podemos brincar um pouco, confesso que também adorei o poema do Roger.
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Fiore em Qui 16 Jul 2009 - 21:48

Tânia Souza escreveu:

*****

Tânia e amigos da poética das sombras. Espero que vocês gostem.

Um grito no silêncio

Na escuridão dos sonhos,
E mistérios da mente,
O inconsciente interage
Com seres de outro mundo.
Imagens se desdobram.
Projetam pensamentos
Estranhos e sombrios...
Soturnos... Sem sentido...
Na escuridão dos sonhos,
Há um eu que pede ajuda...
Que grita no silêncio,
Em busca de equilíbrio...
Imagem desolada
Da solidão do sono.
De quem quer se ver livre
Dos monstros que há no dia.

Fiore
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por seguidorlovecraft em Qui 16 Jul 2009 - 22:50

Pode ter certeza, Fiore. Muito bom!

Abraços
LNN
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Tânia Souza em Sex 17 Jul 2009 - 1:32

Também gostei Fiore, legal, essa imagem é bem sugestiva.

Leo, Cellyta e Henry e demais convivas, queremos tanto ler os poemas de vcs, ... vamos poementar???


Última edição por Tânia Souza em Sex 17 Jul 2009 - 1:47, editado 1 vez(es)
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Celly Borges em Sex 17 Jul 2009 - 1:38

Tânia Souza escreveu:

Eu vi
aquela enorme figura
sobre a cama
e eu sob elas.
Mas medo eu não tive,
afinal, aprendi
a ter medo
de mim.


Para a Tânia, a douda! hihi
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Celly Borges em Sex 17 Jul 2009 - 1:42

Fiori, o seu poema está ótimo! adorei!!!
alien
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Tânia Souza em Sex 17 Jul 2009 - 1:43

Celly Borges escreveu:
Tânia Souza escreveu:

Eu vi
aquela enorme figura
sobre a cama
e eu sob elas.
Mas medo eu não tive,
afinal, aprendi
a ter medo
de mim.


Para a Tânia, a douda! hihi


Oh, gracias!!

É tão triste e ao mesmo tempo sombrio, gostei!
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Henry Evaristo em Sex 17 Jul 2009 - 12:20



Polvo estranho, ex-amigo
Me puseste em perigo
E não diga que me ama
Tu roubaste minha cama!

Sacanagem que fizeste!
Es um bicho muito arteiro
Pois tu sabes muito bem
Não durmo sem travesseiro!

Inimigo traiçoeiro
Me mandaste pro escuro
me enfiaste na sarjeta
deste chão gelado e duro

Polvo louco, maledeto!
Criatura tão folgada
Só querias teu conforto
Não pensaste em mim
Nem nada!?

Muito vais te arrepender
Deste ato tresloucado
E me pedirás desculpa, me chamando de amado

Mas não te darei perdão, seu canalha desgraçado!

Vou usar tua carne dura
Pra fazer um ensopado!



Rsrsrsrs! Depois volto com um mais sério.


Última edição por Henry Evaristo em Sab 18 Jul 2009 - 13:24, editado 1 vez(es)
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Tânia Souza em Sex 17 Jul 2009 - 14:28

Henry Evaristo escreveu:


Polvo estranho, ex-amigo
Me puseste em perigo
E não diga que me ama
Tu roubaste minha cama!

Sacanagem que fizeste!
Es um bicho muito arteiro
Pois tu sabes muito bem
Não durmo sem travesseiro!

Inimigo traiçoeiro
Me mandaste pro escuro
me enfiaste na sarjeta
desde chão gelado e duro

Polvo louco, maledeto!
Criatura tão folgada
Só querias teu conforto
Não pensaste em mim
Nem nada!?

Muito vais te arrepender
Deste ato tresloucado
E me pedirás desculpa, me chamando de amado

Mas não te darei perdão, seu canalha desgraçado!

Vou usar tua carne dura
Pra fazer um ensopado!



Rsrsrsrs! Depois volto com um mais sério.


Oh, pobre monstrinho, rsss... Henry, gosto das tuas poesias com este tom, lembrei dos Versos Decrépitos. ^^
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Tânia Souza em Sex 17 Jul 2009 - 14:33


Ai de mim, pobre de mim
O meu quarto tão querido
Transformou-se num inferno
Em sombras de dor e medo
Oculta-se um segredo
Um Deus em degredo

Aqui faz morada
Chegou sem aviso
Este monstro e seus bramidos
Alimenta-se de gemidos
Escraviza meu juizo
Tortura a minh’alma

E se não estou sozinho
O peçonhento aguarda
Ataca na hora apropriada
Só ousa ameaçar-me
Para refeição tão horrível
Quando chega a madrugada

Este ser tão terrível
Sonda minha mente
Com milhões de tentáculos
Começa o espetáculo
Desfaz os segredos
E sorve meus medos

Disso se alimenta o medonho
Dos mais cruéis caminhos
Que trilho nos sonhos


Tânia Souza
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por seguidorlovecraft em Sex 17 Jul 2009 - 17:15

Henry Evaristo escreveu:


Polvo estranho, ex-amigo
Me puseste em perigo
E não diga que me ama
Tu roubaste minha cama!

Sacanagem que fizeste!
Es um bicho muito arteiro
Pois tu sabes muito bem
Não durmo sem travesseiro!

Inimigo traiçoeiro
Me mandaste pro escuro
me enfiaste na sarjeta
desde chão gelado e duro

Polvo louco, maledeto!
Criatura tão folgada
Só querias teu conforto
Não pensaste em mim
Nem nada!?

Muito vais te arrepender
Deste ato tresloucado
E me pedirás desculpa, me chamando de amado

Mas não te darei perdão, seu canalha desgraçado!

Vou usar tua carne dura
Pra fazer um ensopado!


Rsrsrsrs! Depois volto com um mais sério.

Henry, gostei dessa poesia!
Estou dando risadas até agora!

Abraços
LNN
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por seguidorlovecraft em Sex 17 Jul 2009 - 17:34

Tentei escrever agora a poesia, mas não estou inspirado.
Ainda vou escrever, até de noite.

LNN
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Celly Borges em Sex 17 Jul 2009 - 18:30

Henry Evaristo escreveu:


Polvo estranho, ex-amigo
Me puseste em perigo
E não diga que me ama
Tu roubaste minha cama!

Sacanagem que fizeste!
Es um bicho muito arteiro
Pois tu sabes muito bem
Não durmo sem travesseiro!

Inimigo traiçoeiro
Me mandaste pro escuro
me enfiaste na sarjeta
desde chão gelado e duro

Polvo louco, maledeto!
Criatura tão folgada
Só querias teu conforto
Não pensaste em mim
Nem nada!?

Muito vais te arrepender
Deste ato tresloucado
E me pedirás desculpa, me chamando de amado

Mas não te darei perdão, seu canalha desgraçado!

Vou usar tua carne dura
Pra fazer um ensopado!



Rsrsrsrs! Depois volto com um mais sério.


cheers adorável! hihihi
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Mandark em Sab 18 Jul 2009 - 1:12

Henry Evaristo escreveu:


Polvo estranho, ex-amigo
Me puseste em perigo
E não diga que me ama
Tu roubaste minha cama!

Sacanagem que fizeste!
Es um bicho muito arteiro
Pois tu sabes muito bem
Não durmo sem travesseiro!

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me enfiaste na sarjeta
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Polvo louco, maledeto!
Criatura tão folgada
Só querias teu conforto
Não pensaste em mim
Nem nada!?

Muito vais te arrepender
Deste ato tresloucado
E me pedirás desculpa, me chamando de amado

Mas não te darei perdão, seu canalha desgraçado!

Vou usar tua carne dura
Pra fazer um ensopado!



Rsrsrsrs! Depois volto com um mais sério.

caramba... muito muito legal mesmo... fera demais!
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Noturno I

Mensagem por Mandark em Sab 18 Jul 2009 - 1:14

Procuro seus braços
Seu calor pra me aquecer
Fria está a noite
Eterna noite sem te ter

Fecho meus olhos e sonho
Em teus braços me encontrar
Apesar de saber que a lua
Privou-me de te achar

A noite é minha morada
Os becos meu caminhar
Sem rumo persigo as sombras
Que insistem em me atormentar
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Noturno II

Mensagem por Mandark em Sab 18 Jul 2009 - 1:27

Quem pode contar a história
Da noite que está a envolver
Senão aquele que dela é filho
Aquele que morreu pra viver

Sangue, sangue, sangue
Ouço a alma em sede gritar
Em velada e obscura espera
O sangue inocente a vai saciar

E depois de saciado o desejo
Próximo vem o amanhecer
Recolhe-se em esquife encarnada
Sob escura e eterna proteção
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Tânia Souza em Sab 18 Jul 2009 - 1:43

Poemas sombrios e famintos, seus noturnos rubros são bem vindos Mandark !!!!
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Mandark em Sab 18 Jul 2009 - 1:57

Tânia Souza escreveu:Poemas sombrios e famintos, seus noturnos rubros são bem vindos Mandark !!!!

Muito obrigado pela recepção Tânia... =]
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Tânia Souza em Seg 20 Jul 2009 - 1:36

Aguardo em minha morada
Em sepulcro selado
Vejo tela esverdeada
Deste escuro lacrado
Ainda procuro transtornada
Onírico caminho desviado

De frio me envolvo
Bem sei dos meus desatinos
Sempre este meu destino?

Calor se ausenta
Desimporta o medo
Já não há socorro

Revelar-se-ão todos os segredos
Ou apenas dos vermes os murmúrios
Orquestrados em rotina perfurante
Serão eco dos angúrios...
Gemidos que indago?

Ah, ácidas e ávidas em minhas retinas
Mórbidas visões de insano diálogo
Num átimo percebo, oh, cruel legado
Eis meu insano e eterno reinado.

Ladra ao longe um cão
É Cérbero, e três são os gritos infernais
Vermelha, minha miséria desenha-se
Em vão grito que não.

Do lar escuro não partirei não mais
Nunca mais!

Tânia Souza
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Henry Evaristo em Seg 20 Jul 2009 - 13:54

A ÚLTIMA NOITE

A noite traz um lamento
Que à mi'nhalma penetra como adaga horrível.

Há comoção nos céus;
E no horizonte luzes aziagas cintilam,

Como serpentes de fogo que sibilam
Vão inflamando o espaço;
Derrotando os vencidos,
instigando cansaços

É o horror do tempo que se impõe
Como se me quisesse devorar.
E em agonia a carne decompõe
Sentindo a horda de vermes despertar.

Ah, quem vem lá?
Será pã com seus cascos trotando?
Virá para mim pelo céu caminhando?
Me levar a seu mundo do lado de lá?

É o que me diz este sentimento profundo
que se insinua em meu coração

E ele me olha com compaixão;
Eu, o ser tão perdido,
Que como nas esquinas onde se esconde o bandido
Espreita no escuro, esperando chegar

A sua hora marcada.
A sua noite espraiada.
Como o horror que goteja
do absurdo luar!

É o fim, é o fim!
Desta terra malsã
E o inicio de outro
Bendito amanhã!

Que reside nos sonhos que sonhamos pequenos...
Que se esconde nos ermos
Nos extraterrenos,
Onde a vida de tudo
Se extingue na hora
Onde toda tristeza
se vai sem demora.

É pã em seu mundo
que chega agora
E me leva, me leva
Onde quer me levar!






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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Tânia Souza em Seg 20 Jul 2009 - 14:39

Henry, postei o poema no blog, http://sombraspoeticas.blogspot.com/... e vou copiar aqui a "breve" apresentação do poema. Parabéns!

Henry Evaristo retorna à Câmara dos Tormentos - Poesia das Sombras com uma composição complexa, o último dia pode não o ser; afinal, não há o bem, não há o mal, apenas as paradoxais sensações de viver, morrer, sofrer, esperar. Nesta poética dolorida e insana, o plano da alucinação confunde-se ao real nos caminhos perdidos de ser, estar. Aos leitores, apenas a intensa sensação de ler e vivenciar os caminhos da poética sombria.
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

Mensagem por Obed de Faria Junior em Ter 21 Jul 2009 - 11:21

Quando olho lá pra dentro


Eu me sinto debruçado
em mim mesmo e vejo abismo,
na beira dependurado
grito em ecos de mutismo.

Despenco em fel destilado
em cores cinzas que prismo.
Quase em mim morro afogado
nessa fossa de egoísmo.

Me engulo e cuspo de lado,
me vomito em ceticismo.
Resta em mim visco secado
por atritos de bruxismo.

Dentro, em mim, sou assustado.
Choro e cismo, choro e cismo!
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Re: POÉTICA DAS SOMBRAS

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