1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

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1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por Henry Evaristo em Seg 22 Jun 2009 - 15:32

Está aberto o 1º Exercício de Elaboração de Contos Fantásticos do Fórum da CT. Nesta atividade serão compostos contos de literatura fantástica inspirados por uma imagem proposta e eleita em votação.

A imagem inaugural é a seguinte:



Este exercício terá a validade de 15 dias a contar de hoje, 25 de junho de 2009. Após este período, o resultado obtido será publicado gradativamente, e com destaque especia, na Câmara dos Tormentos. Também poderá ser publicado nos blogs e sites dos participantes do exercício e demais interessandos.


Última edição por Henry Evaristo em Seg 13 Jul 2009 - 19:57, editado 6 vez(es)
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por Henry Evaristo em Qui 25 Jun 2009 - 15:26

REGRAS DESTE EXERCÍCIO

1 - O conto será desenvolvido a partir de uma imagem única. ( esta dinâmica se aplica neste primeiro momento )

2 - O número de folhas poderá ser de no mínimo 1 folha e no máximo de 5 folhas ( digitado em folha A4, Times New Roman, espaço simples. Esta orientações são apenas para dar viabilidade ao corpo do texto )

3 - O conto deverá ser escrito até 15 dias após a postagem da imagem.
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por Victor em Qui 25 Jun 2009 - 21:25

Oi galera! O Alvaro me convidou para participar deste exercício fantástico! o que vcs acham...posso...
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por Victor em Qui 25 Jun 2009 - 21:26

Eu escrevi Alvaro...Afonso!!!! É Afonsoooooo!!!
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por Celly Borges em Qui 25 Jun 2009 - 23:59

victor meloni escreveu:Oi galera! O Alvaro me convidou para participar deste exercício fantástico! o que vcs acham...posso...

Olá, Victor, seja bem vindo, puxe sua lápide e aproveite para conhecer o tópico "Necrópole" - citando a Tânia, - é onde nós doudos nos reunimos.

Falamos sobre a vida, o universo e todo mais.

Outra vez: Bem vindo!!!

alien
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por seguidorlovecraft em Sex 26 Jun 2009 - 13:13

Bem-vindo, sim.

LNN
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Akira (1º Exercício de Elaboração de Contos Fantásticos do Fórum da CT)

Mensagem por Victor em Seg 29 Jun 2009 - 17:17

Akira acordou sobressaltado com o barulho esmagador a sair da garganta enfurecida daquela tempestade, ao que parecia, imbuída em animosidade. Através da suntuosa janela, podia observar as estrias fulgidas que cortavam impiedosamente, e irregularmente espaçadas, o céu tomado por noite de densidade atroz. Via-se o clarão retumbante, e logo em seguida o estrépito impávido da colossal força da natureza. Neste ínterim de claridade esplendida, fornecida pela manifestação do raio vívido, ele podia divisar um horizonte privilegiado da urbe, com seus singulares contornos arquitetônicos. A imensa janela de vidro, que tomava toda parede norte de seu quarto, lhe garantia o espetáculo. Somava-se à isto, seu cômodo estar muito bem encaixado no quadringentésimo andar da mais alta edificação da cidade que lhe acolhia há muito. Seu coração ainda reclamava aos pulos, pois susto igual há tempos não lhe cabia lembrar. As horas indicavam que a madrugada acabava de reclamar seu lugar. A torrente se chocava com irascível desmedida ao encontro do grosso vidro, deixando nossa personagem refém imperioso das hipóteses sobre o futuro que aquela grandeza espelharia. Algum tempo, ao que parece o suficiente, se passou até que Akira fosse naturalmente descendo aos porões inescapáveis do férreo braço de Morfeu. É cediço que a exagerada maioria das espécies contraiu dívida com esta contumaz divindade, e a pagam com alguns momentos de suas idiossincráticas existências. Estava prestes a entregar o soldo quando da interrupção diligente, sem flertes com o natural, da água que caía aos cântaros. Sugeriu estar refém de conselhos oníricos, naqueles instantes onde o sensato esmaece às necessárias lucubrações do inconsciente apodítico. Admitiu, entretanto, que o assalto empregado à alguns dos seus sentidos eram risonhos e límpidos demais para estar preso ao porão de sua mente (isto, caro leitor, não assenta veracidade iniludível ao que se sucedeu, todavia). A saber, audição, visão e olfato. Impreterivelmente nesta ordem. O parapeito era o palco do sibilino espetáculo, onde uma espécie de conúbio soez medrava.

- Inolem, meu obtuso anátema, veja o que temos aqui!
- Sim, mestre, posso enxergá-lo até mesmo com as pálpebras encerradas em furiosa força.
- É de sua vil natureza desdita refocilar-se com estes pusilânimes beócios!
- Então, meu senhor, é dado a seu humilde fâmulo a permissão de por termo à vontade que açoita pujantemente as entranhas?
- Recalcitar é necessário, por enquanto, criatura embebida em bastardia!
- Mas, mestre, dói tanto...
- Cala-te, fátuo!

O firmamento, agora tomado por um arrebol iníquo, moldurava as duas figuras que obsedavam a atenção de Akira. O maior fitava-o com olhos ominosos, mergulhados numa orexia pungente. O outro parecia conversar com a edaz púrpura que estava, sem óbice, a entenebrecer a abóbada que definhava. Um odor draconiano fustigou Akira lançando-o num inevitável abismo de tormentos. Recendia, inequivocamente, dos dois abantesmas. Com a cauda a serpentear elegantemente, o menor, evidentemente sobranceiro em sua postura, mas igualmente torpe, encara nossa quebrantada personagem, entregando a febril mensagem, cravada em suas órbitas repletas de fleuma:

- Inolem, sinto seu retorno. Não podemos mais obliterar a causa de nossa lacônica parada. Ela, bem sabe, não procrastina espólio. Então, será nosso alimento tenazmente disputado. Um renhido de fescenino êxtase!
- Meu lorde, deixe-me iniciar o espojo! Deputa-me de tal cruciante provação!
- Seja rápido em seu prurido, meu sequaz envilecido. Toma-te o tempo que sabes necessário. Também recresce em mim a renitente vontade, pois sequiosa dor barafusta-me, também, as entranhas!

Akira ouve o estrilar do vidro que se parte em vários pedaços, alguns a ferir-lhe a face tomada pelo mais imperscrutável terror. O maior salta sobre seu corpo, já enlanguescido pelo medo estreme, em estenia incognoscível. A dor lancinante opugna-o numa redundância cruelmente difusa. Akira ainda consegue divisar o semblante abjeto da pequena figura cruenta que se aproxima logo atrás, adiantando-se com sôfrega ansiedade, e a saliva a escorrer-lhe do sorriso no qual abundam dentes pungitivos.
Akira acorda em sobressalto, tenta gritar, mas uma sensação aguda, torturante, lhe acomete. O gigantesco vidro da janela norte está em pedaços. A água entra em profusão, assaltando-lhe o corpo, misturando-se ao denso e negro volume que deixa seu ventre em reentrância encarnada. Sua boca. Está sozinho, misturado à escuridão molhada e pegajosa. Está sozinho, agora. A dor em brasas avisa que não protelará mais.[img][/img]


Última edição por victor meloni em Qui 2 Jul 2009 - 16:15, editado 1 vez(es)
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Considerações sobre o texto do Victor Meloni

Mensagem por Afonso em Seg 29 Jun 2009 - 18:43

Bom, me desculpe, Henry eu não pensei nisso! Vou enviar para o Victor por email!


Última edição por Afonso em Seg 29 Jun 2009 - 18:56, editado 1 vez(es)
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por Henry Evaristo em Seg 29 Jun 2009 - 18:47

Creio que o título do conto é AKIRA.

Gostaria de saber dos amigos se todos concordam que devemos criticar abertamente os contos participantes deste exercício. Ou se devemos enviar as críticas em off para o autor do conto, ou ainda, se devemos somente nos limitar a ler o texto do colega.
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críticas

Mensagem por Victor em Seg 29 Jun 2009 - 20:51

Concordo que as críticas devem ser abertas. Não vejo problema algum nisso, mas acato a decisão dos demais. Abraços!
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por Henry Evaristo em Seg 29 Jun 2009 - 22:15

É muito dificil se definir alguma coisa por aqui rapidamente pois os participantes do forum custam a aparecer por estas plagas, não há muita assiduidade na participação do pessoal, então, todas as votações ficam assim meio capengas, e as coisas vão se perdendo e se tornando confusas com uns sabendo das coisas e outros não. Assim, acho melhor deixar á critério da consciencia de cada um deixar aqui sua crítica ou enviar pessoalmente para o autor. Também o próprio autor poder publicar as criticas que receber em off aqui, se ele quiser. Também, quem se sentir melhor assim, pode deixar aqui seu pedido formal para que seu trabalho seja criticado abertamente neste espaço. Em fim, por conta da morosidade das pessoas em emitir suas opiniões por aqui, fico até sem saber o que fazer.

Mas, vamos em frente. Com ou sem criticas, siga-se o exercício.
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por Tânia Souza em Seg 29 Jun 2009 - 22:30

victor meloni escreveu:Concordo que as críticas devem ser abertas. Não vejo problema algum nisso, mas acato a decisão dos demais. Abraços!

Victor, gostei da atmosfera surreal e sombria, um misterioso caminho entre sonho e realidade, o conto deixa imagens e sugestões para além do fim, isso é muito legal.

Linguagem super elaborada, confesso desconhecer muitos termos, mas para minha leitura, não atrapalham a densidade do conto. Valeu!!!
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por Celly Borges em Seg 29 Jun 2009 - 23:52

Tânia Souza escreveu:
victor meloni escreveu:Concordo que as críticas devem ser abertas. Não vejo problema algum nisso, mas acato a decisão dos demais. Abraços!

Victor, gostei da atmosfera surreal e sombria, um misterioso caminho entre sonho e realidade, o conto deixa imagens e sugestões para além do fim, isso é muito legal.

Linguagem super elaborada, confesso desconhecer muitos termos, mas para minha leitura, não atrapalham a densidade do conto. Valeu!!!

Também achei a linguagem elaborada e da mesma forma não atrapalhou a sequencia do conto, visto que determinados termos desconheço - adoro ler contos assim, daí pego a linguagem e saio falando como se fosse na história.
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por Afonso em Ter 30 Jun 2009 - 11:08

Henry Evaristo escreveu:Creio que o título do conto é AKIRA.

Gostaria de saber dos amigos se todos concordam que devemos criticar abertamente os contos participantes deste exercício. Ou se devemos enviar as críticas em off para o autor do conto, ou ainda, se devemos somente nos limitar a ler o texto do colega.

Bem, sobre se criticar os textos acho que a questão não é apenas criticar, mas saber fazê-lo de modo polido. De minha parte eu prefiro que o façam, se quiserem, porque vou poder melhorar o meu texto se eu achar que algumas ponderações dos amigos tem fundamento. As várias opiniões pós e contras sobre determinado aspecto de um texto podem me oferecer referências de melhorar a minha escrita e os próprios amigos podem acompanhar esta evolução ou não! Eu sinto que ainda me falta muita coisa para ser um bom contista! Mas respeito a opinião de todos também!

Acho que o mais importante do que criticar é fundamentar e oferecer caminhos.

Estou quase fechando a minha versão da imagem. Hoje ou amanhã já vou postar por aqui!
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por seguidorlovecraft em Ter 30 Jun 2009 - 13:29

Admito que nada escrevi, ainda.
Sobre as críticas... não acho que deveríamos fazê-las só em off, creio que deve ser de acordo com a vontade do leitor.
Quanto ao termo "crítica"... eu não gosto desse termo. Prefiro dizer "opinião".

E minha opinião sobre o conto do Victor é:
Sinto-me envergonhado quanto ao que eu escrevo. Eu sempre pensei que as coisas não eram só o que a gente via, ou falava. Há muitos termos, como o amigo Victor empregou no texto, que são pouco falados, e isso embeleza o texto - e isso me falta e muito.
Parabéns, Victor, pelo texto tão bem elaborado. Parabéns pela história criada.

Abraços
LNN

PS.: na próxima oportunidade também quero participar com uma imagem, mesmo que ela não venha ser escolhida. Agradeço.
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MEL SEGUINTE

Mensagem por Afonso em Ter 30 Jun 2009 - 14:30

Senhores abaixo seguinte a minha versão da imagem escolhida. Gostaria da opinião dos senhores sobre a inserção de dois palavrões que coloquei no texto, se tais palavrões são pertinentes ou não.

E se no final do conto, vale a pena deixar o epílogo do conto ou terminá-lo sem o mesmo



MEL VERMELHO




Tu aí que me olhas... é... tu mesmo, com esta cara expressando repugnância. Achas que estou assim, deste jeito, por que eu quero? Não senhor! Dizem os mais velhos que antigamente ser vampiro tinha lá o seu “glamour”. Dizem que a verdadeira aparência de um vampiro se escondia por detrás de uma excelente e sedutora estampa. Tudo sustentado, é claro, pelo sangue vermelho e apetitoso dos incautos da noite. Mas agora, olhando para os escombros da cidade lá embaixo, não vislumbro absolutamente nada do que me contaram das antigas histórias. Nunca tive o prazer de beber sangue vermelho e consistente... até hoje!!!

Quero te contar, em poucas palavras, o que me acontece. Quero te explicar, antes que eu abandone este mundo nojento, o que me levou a subir este velho edifício na tentativa de buscar abrigo justamente aqui. Gosto muito deste lugar. É o meu local predileto de meditação e, infelizmente, por ironia do destino, torna-se-á, esta marquise, meu cadafalso: o instrumento inglório de minha execução! Sendo tu, uma criatura alienígena totalmente isenta da deterioração execrável deste planeta, podeis estar se perguntando: o mundo do jeito que está, tomado por vampiros, não é melhor para você? E aí eu te respondo: é claro que não! O mundo infestado pela população de vampiros, onde “os humanos” de sangue vermelho e quente contam-se nos dedos de uma das mãos, é uma merda! Sim, senhor! Um grande e enorme amontoado de bosta!

Sem mais delongas, preciso te explicar como os fatos se sucederam até o presente momento porque já vejo no teu semblante a tua impaciência. Tu estás com pressa também por averiguar as artérias entupidas desta Necrópole. Não há muito o que ver, eu te garanto! Somos o que somos: criaturas em decadência que se entredevoram sem o prazer de antes. Não vou me ater em como foi que a população se transformou no que somos hoje, porém ofereço-te um vislumbre do que se pretende fazer para se retornar aos velhos e bons tempos.

Meu nome é Gorki, um vampirinho qualquer, sem eira nem beira, a quem foi incumbido de salvaguardar quatro “pessoas” de sangue quente. O clã a qual pertenço vê como única saída para a nossa salvação o estímulo da reprodução humana. Eles, “os humanos”, precisam se multiplicar novamente para que venham a ter no futuro a mesma serventia que tinham para nós no passado: vasilhames acondicionados do mais puro mel vermelho! O líquido precioso e adocicado que nos enche de prazer, nos revigora e nos embeleza como verdadeiros príncipes, costumam dizer os vampiros mestres. Sem eles, “os de sangue vermelho e quente”, estamos condenados a uma existência medíocre e sofrida, absorvendo migalhas que se escondem nos esgotos... uhg... ratos são horríveis. Quando eles nos faltam, os roedores, somos obrigados a sugar os companheiros mais fragilizados, mas nem de longe, dizem os mais velhos, o líquido espesso, escuro e frio que corre em nossas veias se compara ao vermelho morno de outrora.

Mas deixe-me continuar... pois bem, Os Arkons, um clã que pouco se importa com o nosso destino, uma vez que, se nada for feito, iremos nos destroçar mutuamente até que o último fique de pé, descobriu estes raros espécimes humanos escondidos nos recônditos mais profundos de um velho bunker antinuclear. Os membros mais fortes de meu clã, os Dracônius, guerreiros de boa cepa, muitos deles vampiros experientes de 200, 300 anos de idade, decidiram proteger os casais de “humanos” para serem levados à outra cidade, onde se lhes ofereceriam condições tranqüilas de acasalamento. A produção, como tu deves bem saber, é lenta, porém temos a longevidade dos anos a nosso favor. O que nos falta é paciência para esperar os frutos deste investimento. Delegaram-me, portanto, a missão de protegê-los com a minha própria vida, se preciso fosse, enquanto a luta entre as duas facções estivesse em andamento.

Os quatro “humanos” foram acorrentados à parede. Ficamos protegidos numa das salas do abrigo subterrâneo. Nem sei direito como tudo foi desembocar para o incidente que me condenou. A mulher mais nova era linda, sabe? No entanto não foi a beleza física dela que me atraiu. Não! Não foi não. Foi uma sensação que nunca havia sentido antes até porque, cumpre registrar, também nunca havia ficado perto de uma criatura superior de sangue quente. E posso te garantir: foi a experiência mais inebriante que tive em toda a minha vida. Tu podes até não acreditar, mas segui os conselhos do velho Iago, o mestre vampiro-mor: “fique longe deles e não os olhe demoradamente”.

E assim o fiz.

Desviei os olhos deles o tempo todo, apenas ouvindo a ladainha das duas mulheres amedrontadas. De início, nos primeiros minutos, nada senti, mas à medida que o barulho do embate lá fora ia diminuindo, um cheiro irresistível e inefável começou a impregnar o ar! Huuumm... o que era aquilo? Minha boca, de repente, encheu-se d’água, minha língua, enegrecida pelo gosto dos ratos pestilentos, começou a estalar incontinenti, meu estômago revirou-se agitado. Acredite! Toda a estrutura minguada das carnes e ossos que me sustentam vibraram intermitente no compasso da batida do coração da “humana” mais próxima de mim. Voltei-me hipnotizado para ela.

E o que vi me deixou atônito, quase sem ar!

O rosto, os braços, as pernas, o pescoço, partes do corpo daquela mulher, não cobertas pela roupa desbotada, ganharam uma tonalidade bem mais clara e transparente! Luminosa eu diria! Sim! Luminosa! Como se... como se... talvez a descrição não seja a mais apropriada... bem... como se a criatura tivesse uma lâmpada interna acesa dentro de si! Pude ver com clareza, tenhas certeza disso, destacando-se na luminescência da pele, as centenas e centenas de ramificações que compunham a rede de veias por onde fluíam o tal líquido precioso de que tanto ouvira falar: o puro mel vermelho! Sim! Te afirmo e não faço meias palavras! Eu podia vê-lo fluindo graciosamente dentro daquela fêmea. Fico emocionado só de falar! Pela primeira vez na vida, porque sou jovem e já nasci vampiro, pude presenciar semelhante fenômeno. Tenho certeza que esta falta de experiência selou meu destino.

“Os de sangue quente” perceberam o meu estado de ebulição. Começaram a se agitar tentando se desvencilhar das correntes. Tolos! A mulher a quem encarava sem perder o foco expressava pânico em seus olhos arregalados quando percebeu que a baba do desejo me escorria abundante pelos cantos da boca. Quis impressioná-la. Arreganhei selvagemmente os meus dentes pontiagudos, sentindo-os projetarem-se de forma pouco comum. Emiti meu urro de guerra! Ela saltou contra a parede assustada. As pernas lhe faltaram e ajoelhou-se implorando pela vida. Foi engraçado ( rs, rs, rs ). Não senti pena, nem remorso. Senti fome. Muita fome.

E ataquei!

Sempre soube que um dia eu me saciaria do mel vermelho. Muitas vezes, aqui mesmo, nesta marquise, folheei antigas revistas onde via imagens de vampiros charmosos sugando o pescoço de lindas mulheres entregues docemente aos seus encantos. Ficava sonhando, sabe? Ficava imaginando degustar vagarosamente aquele momento. No entanto, devo reconhecer que não fui nem um pouco delicado com as minhas primeiras vítimas “humanas”. O companheiro dela quis protegê-la jogando-se de encontro a mim. Não tomei conhecimento! Minhas garras afiadas cortaram-lhe a garganta de um único golpe. Ele cambaleou para trás alguns passos e desabou no piso encardido do quarto. Tentou desesperadamente estancar a hemorragia. Imbecil! O cheiro e a visão do sangue avermelhado invadiu as minhas narinas de forma avassaladora. Destruiu a minha razão! Investi minhas necessidades em cima da mulher. O terror dela foi tanto que não chegou a gritar. As cenas artísticas de um vampiro charmoso sugando a presa nem me passaram pela cabeça. Não. Foi uma bocada só! Firme! Certeira! Enfiei todos os meus dentes na carne macia e suculenta, apertei e retirei um naco do pescoço dela cuspindo-o em seguida para o lado. A carótida espirrou o mel vermelho a metros de distância e abocanhei o ferimento novamente bebendo tudo em fartos goles pulsantes.

O gosto do mel vermelho? Humm... Tu não tens a menor noção. Foi indescritível. Ficaria horas e horas aqui falando sobre o prazer que percorreu todo o meu corpo.

E tu pensas que me contentei apenas com a mulher? Não! Queria mais, apesar de estar saciado! Queria experimentar o sangue dos outros para ver se o gosto e a textura mudava de um corpo para o outro. Como te disse: perdi completamente a razão! Matei todos!

Assim que me dei conta da besteira que havia feito sabia que estava condenado. “Os de sangue quente” são raríssimos de encontrar. Tanto isto é verdade que, apesar dos parcos 25 anos que tenho, nunca vira um deles pessoalmente. Por isso, não pensei duas vezes em sair rapidamente do abrigo nuclear e fugir da cidade que tanto gosto. Quando cheguei à superfície para ganhar a direção da fuga, o combate mortal entre os clãs se dava próximo à entrada do abrigo. O mel vermelho que me encharcava o corpo chamou atenção de todos por causa do cheiro, levado até eles pelos ventos que ainda correm frouxos esta noite. Não ousei olhar para trás! Fugi tal qual um rato costuma fugir para não ser devorado por um vampiro esfomeado. Eles desistiram da luta, até porque não havia mais pelo que lutar e me vieram no encalço.

É isso!

Consegui chegar até aqui incólume. Subi rápido como uma flecha todos estes andares. Tranquei a porta que dá acesso a esta marquise e sei que os mestres vampiros, depois de tentarem arrombá-la, desistiram e fizeram o mesmo comigo. Pregaram a porta pelo lado de dentro. É a minha punição. Agora, eles apenas aguardam o meu fim.

Tu estranhas porque, a despeito de meu desespero, percebes em meus lábios um tênue sorriso, não é? É engraçado mesmo a minha situação. Sempre ouvi atentamente as histórias de minha raça quando éramos poucos sobre esta terra. Ouvi histórias sobre nossas qualidades, nossos pontos fracos, nossas habilidades e os mitos daí decorrentes. Contam alguns, em tom nostágico, que podíamos nos transformar em morcegos e alçar vôo para onde quiséssemos. Ahhh... que bom pudesse eu fazer isso agora. Mas qual o que! Tenho medo de alturas e tal habilidade, sei perfeitamente, é uma quimera. Por outro lado há coisas em nossa natureza que são imutáveis. A luz solar, por exemplo, ainda é um instrumento de morte extremamente cruel e doloroso para nós.

Por isso, olhes atentamente para além daqueles edifícios de arquitetura pontiaguda. Tu estás vendo? É a partir de lá que daqui a alguns minutos os primeiros raios de sol irão transpor as espessas nuvens negras radioativas e irão varrer, em velocidade lenta e gradativa, as artérias desta cidade despedaçada. Vou morrer do pior jeito. Todos nós temos muito medo de morrer assim. Talvez seja esta a única coisa que os membros de nossa raça sempre invejaram nos “humanos”. Onde eles viam uma imagem bela ao nascer do dia, nós sempre vimos à morte e a condenação eterna de buscar a escuridão.

Portanto, é chegada a hora. Já começo a sentir as horríveis queimaduras. Afasta-te de mim e olhes para o outro lado porque o que me aguarda não é um espetáculo bonito de se ver.
..



***************


Naquele fatídico início de manhã conta-se que não se soube com quem Gorki falava. Não se tinha certeza se ele falava realmente com um alienígena, vindo de uma galáxia distante ou se a sua mente, deturpada de tanto sugar sangue de rato, travava conversa com um amigo imaginário. O único fato certo em toda esta história é que naquela manhã os ventos fortes espalharam as cinzas de Gorki por sobre toda a cidade que sempre ofereceu-lhe pouco mas da qual, apesar de tudo, ele gostava muito
.


FIM
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por seguidorlovecraft em Ter 30 Jun 2009 - 14:58

Está ótimo esse conto. Parabéns.

LNN
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por Henry Evaristo em Ter 30 Jun 2009 - 15:03

Informo aos amigos que dificilmente poderei participar deste primeiro exercício. Estou sem o programa word, que fui obrigado a deletar de meu pc. A máquina estava lenta demais e precisei liberar espaço de qualquer forma a fim de poder continuar usando-a pelo menos para acessar a internet. Para melhorar, os dois tecnicos que davam manutanção aqui em casa desapareceram, um foi embora do estado (sortudo!) e outro se aposentou.

Portanto, sem word, não tenho como seguir as especificações definidas para o 1º exercício. Vamos ver se daqui para o fim do prazo eu consigo resolver esse problema, se não, fica pra próxima. A propósito, alguem sabe que dia exatamente vence o exercício?
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por Tânia Souza em Ter 30 Jun 2009 - 18:01

Afonso, gostei demasiado do conto, super diferente e ao mesmo tempo, interessante, fiquei envolvida e curiosa com a narrativa.

O vocabulário não creio que precise mudar, combina com o enredo de decadência do personagem.

Prefiro sem o epilogo!!

Gostei mesmo!!!!



Henry, creio que termina no dia cinco, mas não tenho certeza. Tomara que consiga participar...
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por Afonso em Ter 30 Jun 2009 - 18:16

Henry Evaristo escreveu:Informo aos amigos que dificilmente poderei participar deste primeiro exercício. Estou sem o programa word, que fui obrigado a deletar de meu pc. A máquina estava lenta demais e precisei liberar espaço de qualquer forma a fim de poder continuar usando-a pelo menos para acessar a internet. Para melhorar, os dois tecnicos que davam manutanção aqui em casa desapareceram, um foi embora do estado (sortudo!) e outro se aposentou.

Portanto, sem word, não tenho como seguir as especificações definidas para o 1º exercício. Vamos ver se daqui para o fim do prazo eu consigo resolver esse problema, se não, fica pra próxima. A propósito, alguem sabe que dia exatamente vence o exercício?

De acordo com o que foi estabelecido vence a data limite no dia 10 de julho.
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por seguidorlovecraft em Ter 30 Jun 2009 - 18:55

Sobre o conto, para mim tanto faz com ou sem o epílogo, pois é muito bom!
O epílogo serve para "explicar" os fatos - há quem goste, há quem não. Como disse, tanto faz, pois o conto é muito bom.

Abraços
LNN

PS: na próxima escolha de imagens, gostaria de participar. Obrigado.

PPS: Henry, há cinco anos atrás, eu me virava com um computador de espaço no hd de 1.9 Giga (menos de dois). Que raiva quando o computador não funciona rápido, não é verdade? Eu já estou começando a me encomodar com esse computador que uso...
Mas, Henry, torço que os problemas do computador sejam resolvidos tão logo possível.
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por Victor em Qua 1 Jul 2009 - 9:00

Excelente, Afonso! Soube usar a imagem, com habilidade, na construção da estória. Não podia ser diferente, para quem conhece teus contos. Os palavrões fricam invisíveis dentro de um texto tão bom. O epilogo serviu para explicar a presença do "pequeno" na figura, por isso achei necessário. Abraços!
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considerações em "off"

Mensagem por Victor em Qua 1 Jul 2009 - 9:07

Galera, o Afonso fez suas considerações sobre meu texto "Akira" em meu e-mail. Me perguntou se não haveria problema em postar para todos, quando da minha resposta. Eu, decididamente, disse que problema algum. Então, posto seu comentário e minha resposta:

Considerações sobre o texto do Victor Meloni
Victor, meu bom, olha... eu li 2 vezes o teu conto pra tentar entender a história e ainda assim te confesso que fiquei meio em dúvida se entendi direito. Talvez o que me falta é um bom dicionário do lado porque o amigo fez uso exagerado de um palavrório de complexidade tamanha que fiquei até meio Aturdido. Nossa senhora, rapaiz! A leitura é complexa demais para um pobre leitor mediano como eu. É um malabarismo e jogos de palavras que exigem uma atenção redobrada para tentar seguir a linearidade da narrativa. Vou precisar de mais uma leitura para tentar desvendar este mistério, mas vou ler em casa com o meu dicionário do lado. Mas já te adianto, prefiro o teu estilo sofisticado dos excelentes contos que tu já escrevestes lá no recanto como "Refeição Frugal" e " O improvável You-Kloddlack", o qual recomendo a leitura para o Henry que é fã dos lobisomens. Alias, o experimento literário aqui é bem diferente do teu estilo de escrever. Nobre escritor, o que te levou a optar por este caminho mais complexo de narrativa?
Ps: foi isso, espero que você não fique ofendido.
Grande abraço!

Afonso, meu nobre amigo, de modo algum me ofendes! Certa vez, o Alex Ribeiro, do RL, fez considerações muito parecidas com as tuas, no espaço para comentários. Acho que foi no conto Clichê I - Assombração, onde "pego leve" com os termos de nosso assutador vernáculo. No Contos Grotescos, o Paulo aceitou publicar Memeplexo, um texto no qual eu "viajo" além das minhas próprias expectativas, mas eu sabia mto bem o que estava escrevendo. Pois bem, o único a comentá-lo disse estar "perdido" apesar de gostar do estilo.
Acontece que eu simplismente sou viciado nas palavras incomuns do nosso vocabulário e a maioria dos meus textos "sofrem" por isto. Se vc ler "Ocaso" que publiquei no meu blog, vai cosntatar isto. Claire, e depois Émile, no RL, também. Como eu disse, quase todos meus textos estão impregnados deste malabarismo com as letras. rsrsrs. Mas, outros como a série Clichê, Lobo, Noite, Hipertrofia, todos no RL, estão mais para o estilo tranquilo de Uma refeição frugal e O improvável You Koddlak.
Sobre "Akira", eu simplesmente pensei que duas criaturas daquelas deviam mesmo usar uma linguagem impactante, insólita em nosso presente, ou futuro. Li a imagem e praticamente a descrevi (exceção à chuva que "coloquei"). Estou ansioso para ler o que vcs criaram nessas mentes "doentias" rsrsrrsrs. Ah, sobre meu blog, qdo quiser escrever algo desvairado, embebido em horror tresloucado, terei o prazer de publicar. Ele é novinho, pouqíssimas pessoas conhecem, mas como disse, criei para por lá loucuras, no terreno do terror, que só um espaço daqueles aceitaria. rsrrsrss. Um abraço, Afonso!
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por seguidorlovecraft em Qua 1 Jul 2009 - 11:22

Victor, sinceramente achei que você era escritor profissional. Juro. Foi os amigos (Henry e Afonso, em especial) que me corrigiram esse engano. Mas... "Victor Meloni" é nome de escritor profissional. Você tem essa ambição, não tem? Estaria, porventura, criando projetos (romances) para enviar às editoras analisarem? Se sim, boa sorte, do contrário, já deveria pensar nisso. (Por minha vez, estou há oito meses eserando uma resposta da Editora Objetiva... eu só espero que essa editora não seja "suja" a ponto de publicar meu romance sob o nome de um escritor qualquer já da grade de escritores dela)

Abraços
Leonardo Nunes Nunes

PS.: Temos ainda um tempo para a publicação do nosso conto. Ainda vou pensar em algo.
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

Mensagem por Poleto em Qua 1 Jul 2009 - 16:47

Henry, usa o WordPad. É uma versão em "miniatura" do Word (tem as funcionalidades, formatação de texto e parágrafos, etc). Ele já vem como padrão no windows.

Você pode encontrá-lo no Menu Iniciar -> Programas -> Acessórios -> WordPad.
Ou pressionando no teclado a tecla do windows (aquela que tem a janelinha) + R e digitando na janela que aparecer "wordpad" (sem as aspas).
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Re: 1º EXERCÍCIO DE ELABORAÇÃO DE CONTOS À PARTIR DE IMAGENS

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